Coió (peixe-voador) – opção gastronômica

 

É comum em nossas pescarias de praia, ao retirarmos um exemplar de coió, também conhecido como voador, a aproximação de um grande número de curiosos. Maior ainda é o espanto dos leigos, e também de alguns pescadores, ao receberem a informação de que se trata de peixe com carne deliciosa.

Exemplar da espécie Dactylopterus volitans, o Coió recebe, entre outras denominações, as seguintes: cajaleó, cajaléu, coió, holandês, pirabebe, santo-antônio, voador-cascudo, voador-de-pedra e voador-de-fundo. Ao contrário do que o nome leva a imaginar, nosso Coió não voa. Ao contrário de seu homônimo que habita os mares abertos e chega a planar mais de 100 metros paralelamente à superfície do mar, as asas do coió servem para afugentar predadores além de terem funções ligadas à locomoção do animal, mais como “pernas” do que como asas.

Iremos agora aprender uma maneira (entre muitas) de limpar o peixe voador, e dar melhor destino ao pescado. Com as técnicas certas, a limpeza do peixe se torna simples e acessível a qualquer interessado.

Passo 1: Cortando as nadadeiras dorsal e anal.

Em primeiro lugar devemos, com uma tesoura bem amolada, cortar as nadadeiras dorsal e anal o mais rente possível ao corpo do peixe. Esta manobra facilita na hora de descolar o couro da carne.

 

 

 

Passo 2: Retirando a cabeça do peixe.

Após cortarmos as nadadeiras dorsal e anal, é hora de retirar a cabeça do animal. Uma boa maneira de fazer é posicionando uma faca no dorso, de forma que fique posicionada por baixo dos esporões que o animal possui em sua cabeça, conforme a foto abaixo. Corte totalmente até a cabeça ser retirada. Ao puxar, a maioria das víceras também sairá.

 

Passo 3: Cortando o couro.

Ato contínuo, devemos cortar o couro na parte dorsal e na barriga do peixe. Para tanto o uso de uma tesoura facilita o procedimento. Deve-se cortar de forma que liberemos o couro dos dois lados da coluna vertebral do peixe. O corte deve ser feito até a nadadeira caudal.

 

 

Passo 4: Descolando o couro.

Para finalizar, devemos retirar o couro lateral. Para tanto, realiza-se manobra simples de forma que se inicia descolando a parte dorsal em direção ao ventre do peixe, da parte que estaria perto da cabeça em direção à nadadeira caudal. Assim respeitamos a orientação das fibras da carne do pescado o que evita o rompimento da carne e o desperdício.

 

 

Pronto. O pescado está pronto para o consumo. De carne tenra e rósea, o coió proporciona um paladar delicioso. Abundante na costa brasileira, esta qualidade de pescado pode garantir uma boa refeição na mesa do pescador, desde que tratado de maneira apropriada. Em breve no espaço gastronomia daremos algumas dicas e receitas para o preparo deste delicioso peixe!

No final das contas, quem gostou foi o nosso Diretor de Pesca Gabriel Ferreira, que pode saborear todo o potencial no último feriado da Semana Santa… E pela cara do nosso amigo, acho que dá para saber se ele gostou não é?